quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pensemos um pouco!

Queridos, me perdoem por não postar em janeiro como eu queria. Meu tempo foi bem curto, muitos compromissos, desafios, provações. Mas não abandonei este blog, juro! ;P

Comecei há pouco tempo a fazer um estudo no livro de Salmos. Dentre os muitos que eu gosto, quero hoje destacar um que é bem conhecido no meio cristão, mas às vezes não damos a importância necessária pra ele: o número 8. É bem curto, mas quando paro pra pensar, fico maravilhado:

"Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o inimigo que busca vingança. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!"

Nesse salvo, Davi ressalta inicialmente a majestade e a glória de Deus, tanto na Terra quanto nos céus, mostrando que apenas o nome dEle é digno de louvor e está acima de qualquer outra coisa.

E passa a contemplar a grandiosidade de todo esse universo em que vivemos hoje: a Lua, as estrelas, os céus, enfim, toda ciração divina. Particularmente, quando paro pra pensar nisso, não consigo entender como as pessoas vivem num universo tão magnífico (brilho das estrelas, rotações dos planetas, calor do Sol), além de um planeta que funciona de forma tão perfeita (as cadeias alimentares, os ciclos respiratórios dos seres vivos, o clclo da água, entre outras coisas) e não vêem a mão de Deus por trás de tudo isso. Com o perdão da palavra, mas acreditar em um monte de acasos pra definir algo tão complexo e exato, na minha humilde opinião, chega ao ponto de ser até bobo da parte do homem.

Após tal contemplação, Davi questiona a importância do homem. E às vezes, faço isso também: com uma criação tão magnífica, com tanta glória e majestade, pra que se preocupar com o homem? Afinal, Deus sem o homem continua sendo Deus; já o homem sem Deus, não é nada.

Na continuação do trecho, o autor mostra que não somente somos alvo de preocupação divina como somos privilegiados por ter domínio sobre várias coisas e por sermos colocados em tão alta posição, mesmo não merecendo nada disso. E acho que vai até um pouco mais além. Nosso Pai não apenas se preocupa, nos coloca em uma posição privilegiada: Ele nos AMA. E, mesmo que erremos diariamente contra o Senhor, somos agraciados com Seu AMOR (coloco em maiúsculo pra não acharmos que é tão limitado como nosso amor humano). Pecamos, traímos a confiança de Deus e, mesmo assim, Ele nos manda seu único filho pra nos dar vida eterna por meio de seu sacrifício, vida essa renovada, em abundância e em comunhão com Deus. Eu juro que não consigo mesmo entender tanto AMOR assim, mas sou extremamente grato por tudo e digo de peito aberto que sou um privilegiado mesmo. Pare e pense: quantas vezes você pensou nisso em sua vida e quantas vezes já agradeceu?

Acho que não tem forma melhor de terminar esse post do que repetir a frase final do salmista:

Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Que tal uma troca?

Ae galera, primeiro post de 2011 (tava na hora, né?)!
Cá estou para compartilhar um aprendizado que tive durante esses dias. Nas pregações na IBCU e em outras leituras, fui percebendo algumas coisas que fazemos bastante e que desagradam a Deus. Falarei de algumas delas durante esses dias.
Vou utilizar alguns trechos da Palavra (utilizados pelo próprio pastor da minha igreja no culto do último domingo) pra falar de uma coisa que, particularmente, sempre tenta me trazer grandes transtornos: amargura.
É um desafio praticamente diário pra mim: ou alguém não reconhece o que eu faço como eu queria, ou falam algo que me deixam extremamente chateado ou até mesmo deixam de fazer o que eu realmente quero para um determinado momento ou situação. Acredito que isso acontece com todo mundo, principalmente nos tempos atuais, onde cada vez mais buscamos saciar nossas necessidades.
No momento, me incomoda. E, se eu não me atentar, esse incômodo permanece dentro de mim, me alfineta e vai se transformando em um sentimento extremamente ruim, que me incapacita plenamente de dar amor para o determinado ser que errou contra mim (ou que, pelo menos, eu julgo ter errado). O incômodo pode virar ódio em poucos minutos, é assustador.
Como eu disse, vou usar bastante o que vi no domingo que se passou, no qual aprendemos mais sobre algumas coisas que desagradam a Deus. No livro de Provérbios, duas passagens me chamaram bem a atenção. São elas:

Pv 18:19
"Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela."

Pv 15:18
O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão.

Em ambos, notam-se claras consequências desse sentimento de ofensa (amargura, ódio, como preferir chamar). Nos tornamos extremamente reclusos, irritáveis (ou, pra usar uma expressão mais "moderna", estressado), ficamos muito mais propensos a arranjar brigas e discussões, sem contar o mal que isso nos faz. Nunca notou como até o seu corpo sente quando o coração está ofendido?
É complicado lidar com isso sozinho. O que fazer então?
É confiar no que Deus está planejando pra nós e esperar o tempo dEle (retomando o texto anterior), sabermos perdoar sem exceções (no texto sobre o Pai Nosso, falei um pouco sobre perdão) e pedirmos o auxílio de Deus para tudo isso, porque sozinhos, a gente não dá conta.

Pv 10:12
O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados.

Porém, acho que há uma coisa que deve também ser dita: acima de tudo, não apenas devemos ter amor, mas sim ser amor.

Que tal trocar sua amargura que pesa absurdamente por um amor que traz o bem?