quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pensemos um pouco!

Queridos, me perdoem por não postar em janeiro como eu queria. Meu tempo foi bem curto, muitos compromissos, desafios, provações. Mas não abandonei este blog, juro! ;P

Comecei há pouco tempo a fazer um estudo no livro de Salmos. Dentre os muitos que eu gosto, quero hoje destacar um que é bem conhecido no meio cristão, mas às vezes não damos a importância necessária pra ele: o número 8. É bem curto, mas quando paro pra pensar, fico maravilhado:

"Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o inimigo que busca vingança. Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!"

Nesse salvo, Davi ressalta inicialmente a majestade e a glória de Deus, tanto na Terra quanto nos céus, mostrando que apenas o nome dEle é digno de louvor e está acima de qualquer outra coisa.

E passa a contemplar a grandiosidade de todo esse universo em que vivemos hoje: a Lua, as estrelas, os céus, enfim, toda ciração divina. Particularmente, quando paro pra pensar nisso, não consigo entender como as pessoas vivem num universo tão magnífico (brilho das estrelas, rotações dos planetas, calor do Sol), além de um planeta que funciona de forma tão perfeita (as cadeias alimentares, os ciclos respiratórios dos seres vivos, o clclo da água, entre outras coisas) e não vêem a mão de Deus por trás de tudo isso. Com o perdão da palavra, mas acreditar em um monte de acasos pra definir algo tão complexo e exato, na minha humilde opinião, chega ao ponto de ser até bobo da parte do homem.

Após tal contemplação, Davi questiona a importância do homem. E às vezes, faço isso também: com uma criação tão magnífica, com tanta glória e majestade, pra que se preocupar com o homem? Afinal, Deus sem o homem continua sendo Deus; já o homem sem Deus, não é nada.

Na continuação do trecho, o autor mostra que não somente somos alvo de preocupação divina como somos privilegiados por ter domínio sobre várias coisas e por sermos colocados em tão alta posição, mesmo não merecendo nada disso. E acho que vai até um pouco mais além. Nosso Pai não apenas se preocupa, nos coloca em uma posição privilegiada: Ele nos AMA. E, mesmo que erremos diariamente contra o Senhor, somos agraciados com Seu AMOR (coloco em maiúsculo pra não acharmos que é tão limitado como nosso amor humano). Pecamos, traímos a confiança de Deus e, mesmo assim, Ele nos manda seu único filho pra nos dar vida eterna por meio de seu sacrifício, vida essa renovada, em abundância e em comunhão com Deus. Eu juro que não consigo mesmo entender tanto AMOR assim, mas sou extremamente grato por tudo e digo de peito aberto que sou um privilegiado mesmo. Pare e pense: quantas vezes você pensou nisso em sua vida e quantas vezes já agradeceu?

Acho que não tem forma melhor de terminar esse post do que repetir a frase final do salmista:

Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Que tal uma troca?

Ae galera, primeiro post de 2011 (tava na hora, né?)!
Cá estou para compartilhar um aprendizado que tive durante esses dias. Nas pregações na IBCU e em outras leituras, fui percebendo algumas coisas que fazemos bastante e que desagradam a Deus. Falarei de algumas delas durante esses dias.
Vou utilizar alguns trechos da Palavra (utilizados pelo próprio pastor da minha igreja no culto do último domingo) pra falar de uma coisa que, particularmente, sempre tenta me trazer grandes transtornos: amargura.
É um desafio praticamente diário pra mim: ou alguém não reconhece o que eu faço como eu queria, ou falam algo que me deixam extremamente chateado ou até mesmo deixam de fazer o que eu realmente quero para um determinado momento ou situação. Acredito que isso acontece com todo mundo, principalmente nos tempos atuais, onde cada vez mais buscamos saciar nossas necessidades.
No momento, me incomoda. E, se eu não me atentar, esse incômodo permanece dentro de mim, me alfineta e vai se transformando em um sentimento extremamente ruim, que me incapacita plenamente de dar amor para o determinado ser que errou contra mim (ou que, pelo menos, eu julgo ter errado). O incômodo pode virar ódio em poucos minutos, é assustador.
Como eu disse, vou usar bastante o que vi no domingo que se passou, no qual aprendemos mais sobre algumas coisas que desagradam a Deus. No livro de Provérbios, duas passagens me chamaram bem a atenção. São elas:

Pv 18:19
"Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada, e as discussões são como as portas trancadas de uma cidadela."

Pv 15:18
O homem irritável provoca dissensão, mas quem é paciente acalma a discussão.

Em ambos, notam-se claras consequências desse sentimento de ofensa (amargura, ódio, como preferir chamar). Nos tornamos extremamente reclusos, irritáveis (ou, pra usar uma expressão mais "moderna", estressado), ficamos muito mais propensos a arranjar brigas e discussões, sem contar o mal que isso nos faz. Nunca notou como até o seu corpo sente quando o coração está ofendido?
É complicado lidar com isso sozinho. O que fazer então?
É confiar no que Deus está planejando pra nós e esperar o tempo dEle (retomando o texto anterior), sabermos perdoar sem exceções (no texto sobre o Pai Nosso, falei um pouco sobre perdão) e pedirmos o auxílio de Deus para tudo isso, porque sozinhos, a gente não dá conta.

Pv 10:12
O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados.

Porém, acho que há uma coisa que deve também ser dita: acima de tudo, não apenas devemos ter amor, mas sim ser amor.

Que tal trocar sua amargura que pesa absurdamente por um amor que traz o bem?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Tempo . . . qual tempo?

Nos últimos dias, tenho passado por um período de aprendizado impressionante por meio de alguns problemas que venho passando. Como todo bom humano que se preze, às vezes questionei a Deus a razão de tudo estar acontecendo bem nesse período de fim de ano e o motivo pelo qual aquilo, que me torturava um pouco, não acabava. Mas, como sempre, na hora certa, a resposta foi concedida: quem determina o tempo não sou eu, nem a situação, mas sim Ele. E é para que vejam que o tempo está no controle de Deus que eu vos escrevo. Como eu sempre gosto de utilizar palavras chaves, as de hoje são bem claras: tempo e paciência.

Para começar, achei mais prudente iniciar a análise pelo tempo.

Ec 8: 5-6

"Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; e o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo. Porque para todo o propósito há seu tempo e juízo; porquanto a miséria do homem pesa sobre ele."

Ec 3:1

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu."

Mesmo sendo convertido há um bom tempo, esse tipo de análise às vezes me foge da cabeça. No livro de Eclesiastes (escrito, provavelmente, por Salomão), o autor faz uma reflexão profunda sobre a questão de sabedoria. Fica claro nesses dois fragmentos que a questão de sabedoria passa em grande parte por entender alguns aspectos que tangem ao tempo: para todo propósito, acontecimento, fato, sofrimento ou como preferir chamar, existe um propósito, estando este debaixo do céu, ou seja, está sob o domínio de Deus. Logo, obviamente, dEle é o tempo.

Eu sei que é complicado esperar o tempo de Deus. Somos imediatistas ao extremo, queremos tudo no nosso tempo, buscando a nossa satisfação, olhando para o nosso umbigo e querendo colocar o Reino de Deus ao nosso serviço (e não ao contrário, que seria correto). Por isso, parto agora para o próximo ponto: paciência.

Rm 12:12

"Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração ..."

Tg 5: 8-11

"Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta. Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso."

No versículo de Romanos e no trecho de Tiago, percebemos qual deve ser nossa conduta. Não devemos reclamar, resmungar, ficar exigindo atitudes imediatas de Deus ou coisas do tipo. Em Romanos, Paulo atrela paciência à oração, ou seja, estando próximo a Deus, podemos ser supridos por Ele desse dom. Em Tiago, o autor utiliza-se de exemplos a serem seguidos: dos profetas do Antigo Testamento, que sofreram absurdamente e mesmo assim perseveravam como filhos de Deus e confiavam na justiça e no tempo dEle (vide o exemplo de Jó, bem citado por Tiago). É difícil, eu sei, mas seremos muito bem recompensados por Deus, pois Ele nos ama e é misericordioso.

Como todo mundo agora fica fazendo planos pra 2011, também quero fazer um pessoal e compartilhar com vocês: que em 2011 eu pense menos no que eu quero e mais no que Deus quer, independente das eventuais dificuldades que isso possa me trazer, pois eu sei que será o melhor pra mim, por ser a vontade do próprio Criador.

Quem vem comigo? (:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Por que não eu?

Como prometido, devido à minha maior disponibilidade, posto novamente aqui.

Hoje, vou tocar num assunto complicado nos dias de hoje. Cada vez mais cresce o individualismo e o desejo das pessoas buscarem realizações pessoais: posições altas em seu emprego, reconhecimento exagerado nas relações pessoais (casamentos, namoros, amizades), publicações acadêmicas, entre milhares de outras áreas a serem citadas. De diferentes formas, a ambição humana baseia-se em um único princípio: devo ser reconhecido por minha excelência em alguma área. Muitas vezes eu mesmo passo por esses tipos de situação, nas quais fico frustrado ao receber um reconhecimento abaixo do que eu esperava. Ao ler o trecho que escolhi para hoje, senti como se fosse mais uma das mais claras repreensões que Deus faz a mim diariamente.

No trecho que se segue, da carta de Paulo para os Filipenses, é de notável percepção algumas ideias, completamente opostos ao que eu mostrei no parágrafo anterior:


Filipenses 2: 1-4

"Se por estarmos em Cristo, nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros."


No fragmento "tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude", fica clara a ideia de unidade, opondo-se ao crescente individualismo atual. Deus quer que seus servos se ajudem, se unam, ao ponto de serem um só.

Porém, o que me tocou profundamente foi a questão da humildade, tratada nas duas últimas frases dessa parte extraída das Escrituras. Ao contrário do que o nosso coração humano e pecaminoso deseja, devemos de fato ser humildes e, unidos à ideia de unidade, não nos considerar superiores a ninguém (até porque não somos mesmo) e, principalmente, parar de colocar o próprio umbigo como prioridade única e buscar o bem do próximo, seja ele amigo ou inimigo (Mt 5: 43-48). Sei que é difícil diminuir a si mesmo. Porém é esse o desejo do nosso Deus, que está pronto para te capacitar a ser um servo, no qual Ele se alegra.

Quer mais um bom motivo?


Filipenses 2: 5-11

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai."


Jesus Cristo, sendo Deus, se humilhou, priorizou o próximo e pagou na morte de cruz (que, na época, era de extrema humilhação) o preço de todos os pecados da humanidade. Por que, então, nós, meros seres humanos, não podemos fazer isso?

Mateus 5: 3

"Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus"

Não fui eu, nem qualquer pastor que disse isso, foi o próprio Jesus!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Deixando o "Pai Nosso" menos metódico!

Queridos, me desculpem pelo sumiço neste blog. Fim de ano, provas, compromissos fora da faculdade me impossibilitaram de escrever aqui.

Hoje, gostaria de abordar um tema conhecido por todos cristãos pelo mundo afora: a oração que Cristo nos ensinou. Minha intenção é mostrar que ela não deve apenas ser algo metódico, mas sim alvo de reflexão forte e um compromisso de amor nosso para com Deus.
Eis o que Jesus diz:

Mt 6: 9-13

Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o Teu nome. Venha o Teu Reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’.

De cara, um sinal de adoração: Santificado seja o Teu nome. É um reconhecimento claro de que Deus deve ser posto em primeiro lugar e seu nome deve santificado acima de tudo. Não apenas na oração conhecida como "Pai Nosso", mas também nas atitudes daqueles que são servos DELE.

A segunda parte é algo que eu entendi bem faz tempo, mas sinceramente tenho algumas dificuldades em cumprir corretamente: Venha o Teu Reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. Tenho plena consciência de que em vários momentos sou extremamente egoísta até mesmo em orações, com pedidos do tipo: eu quero, eu não quero, me dê, me ajude. E facilmente, por ser pecador, esqueço que quem é o verdadeiro Rei não sou eu e não é a minha vontade que deve ser cumprida, mas sim a do Pai de amor, o único e verdadeiro soberano. Esse trecho também mostra na última frase que devemos buscar moldar nossas atitudes para que o céu seja visto aqui, e não a terra seja vista no céu. Quando lembro de tudo isso, me impressiono com minha incapacidade em ser um pleno adorador, mas volto meu coração novamente para o Pai e reconheço quem está no comando e de quem é o Reino, o qual eu devo buscar.

Seguinte a isso, um pedido para que minhas necessidades sejam supridas: Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Deus sempre foi claro que não deixaria uma necessidade não ser suprida. Afinal, você já viu algum pai deixar um filho passar necessidade à toa? Imagine então um Pai perfeito, que tudo pode e que te ama plenamente.

Quarta parte: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. Querer o perdão de Deus muitos querem. Mas devemos lembrar que nós, filhos de Deus e criados à Sua imagem e semelhança, devemos ter o perdão como característica intrínseca do nosso ser. Também me esqueço disso às vezes, por isso peço à Deus que me dê diariamente essa capacidade, porque tal dom não vem de mim, mas sim dEle.

"E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal . . . ". Somos diariamente tentados, fato! Devemos então, como Jesus fez, pedir a capacitação de Deus para que não pequemos, por mais que seja difícil pra nós, meros humanos pecadores.

Pra encerrar: " . . . porque Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre.". Um reconhecimento final de quem deve ser adorado. Em resumo, nos colocamos no nosso lugar e damos o reconhecimento que Deus deve ter.

Amém!

PS: tem uma música do Jeremy Camp que tem me tocado profundamente, gostaria que ouvissem também! Link do vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=LHPSRLIaFXM

(:

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Obras: causa ou consequência?

Nos dias atuais, o Cristianismo, em geral, caracteriza-se pelo seu aspecto heterogêneo e, por tal motivo, torna-se menos "atraente" para o ser humano atual que, cada vez mais imediatista e "perfeccionista", busca argumentos que não se contradizem.
Dentre os pontos que causam divergências entre as grandes denominações cristãs (principalmente católicos e evangélicos), uma das principais tange ao aspecto das boas obras feitas: seriam elas o motivo (ou causa) de nossa salvação ou seriam consequência de uma salvação verdadeira? Em outras palavras, é possível o homem se salvar pelo "saldo positivo" de boas obras?

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas".

(Ef 2: 8-10)


Neste trecho da carta de Paulo aos Efésios, fica clara a causa da salvação de todo homem: o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, a fim de pagar todos nossos pecados, livrando-nos da morte e nos dando vida eterna com Deus Pai.

Porém, na carta de Tiago, um versículo pode causar divergências interpretativas:


"Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta".

(Tg 2:17)


Para sanar essas dúvidas, uma leitura bem feita é essencial. Em momento algum do trecho, a palavra salvação esteve atrelada às obras; no fragmento, Tiago mostra que a fé e as boas atitudes devem andar juntas. O indivíduo deve ter fé, ser salvo pela crença na causa da salvação e, com isso, ser praticante da fé por meio de bons atos, ou seja, as boas obras são consequência de sua vida com Deus.


"Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria".

(Cl 3:5)


Em outras palavras, Paulo expressa a seguinte ideia: abstenha-se ao máximo de sua natureza pecaminosa e busque constantemente comunhão com Deus, seguindo a vontade dEle e não a sua.

Portanto:


"Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus".

(Mt 5:16)


Está pronto para ser feliz de forma verdadeira?

(:




Escrevi esse texto enquanto estava no acampamento da minha igreja, cujo tema era Recall, ou seja, um chamado para "consertarmos ou trocarmos peças" em nossa vida pra, depois, poder sair de forma pura e fazer corretamente a vontade de Deus. Tive momentos excelentes: brincadeiras, novas amizades, momentos de louvor, devocionais, ensino impactante, quarto de oração, entre muitas outras coisas. Vários "tapas na cara" para que eu parasse pra refletir em vários campos de atuação da minha vida. Enfim, foi bom demais.

Beijos e abraços, galera! (:

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Na mesma tecla (:

Olá, caros leitores.

Minhas semanas de provas estão bem corridas, então não estou podendo postar com grande frequência. Porém, tenho um recado importantíssimo pra vocês: teremos segundo turno para presidente e 9 estados brasileiros terão para o cargo de governador também. Agora, com maior visibilidade para dois candidatos, é hora de nós exercermos nosso direito de cidadão de forma correta, pesquisando, debatendo. Vocês terão debates e informações em canais abertos da TV, internet, rádio, entre outros meios. Vamos sair daquele véu de ignorância que assombra os brasileiros; sejamos mais críticos. Independente de Dilma ou Serra, ou governador do seu estado, vote não apenas por currículos ou por atos do barbudo sem dedo. Observem propostas, saibam o porque de estarem votando em candidato X ou Y. Exerçamos a democracia representativa como ela deve ser, de fato (isso inclui a sua cobrança aos eleitos após o período eleitoral). Se não começarmos a querer mudar algo agora, pior do que tá, fica sim.

Voltando ao tema do blog, achei interessante compartilhar um trecho que estava no meu estudo de hoje. Trata-se de um pequeno trecho da carta de Paulo aos Romanos, capítulo 3, versículos de 21 a 31 (quem puder estudar esse livro inteiro, é uma sugestão interessante pra começar a construir alicerces sólidos de verdade).
Contextualizando, Paulo respondia a algumas dúvidas presentes e enfatizava a natureza humana, não diferenciando judeus e não-judeus, mostrando nossa condição perante Deus, baseando-se apenas em nossas forças:

"Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado."


Observem agora o trecho seguinte, objeto de nossa análise:


"Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está, então, o motivo de vanglória? É excluído. Baseado em que princípio? No da obediência à lei? Não, mas no princípio da fé. Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à lei. Deus é Deus apenas dos judeus? Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também, visto que existe um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos. Anulamos então a lei pela fé? De maneira nenhuma! Pelo contrário, confirmamos a lei."


Eu insisto em bater nessa tecla. Fica bem claro que, antes de Cristo ser enviado para cumprir sua missão, éramos eternamente separados de Deus pelo fato de termos o pecado em nossa essência. Longe de terrorismos (como fazem aqueles pregadores no centro da cidade ou nos ônibus públicos, pedindo seu dinheiro depois), mas antes de Jesus, estávamos mortos. Mas não se assuste: Deus nos ama, e por nos amar de forma incondicional, enviou o seu filho pra viver como homem e salvar o mundo como Deus, sendo assim o concretização de todas as profecias feitas no Antigo Testamento. Jesus Cristo, o caminho, a verdade, a vida, a própria palavra de Deus, o Messias, o Salvador, o único, o filho DELE (vide João 14.6).

Voltando ao texto (é, eu empolguei), a salvação oferecida por Deus é pra quem viveu na época, é pra mim, pra você, pros teus filhos, netos, enfim. Por ser o Deus de amor, a condição única para a salvação é a fé e pode ser alcançada por todos. No fim dos tempos, os que têm fé, serão justificados (Deus é justo até nisso).

Não para sua vanglória, mas para a glória de Deus. Então as boas obras não salvam? Não! Lendo Efésios (2.10), a função das boas obras é clara: elas são consequência de nossa vida em comunhão com o Pai. Fomos feitos para fazer as obras benígnas mas, por sermos pecadores, a salvação veio pelo sangue do Cordeiro, na cruz:


"Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos."


Bom, era isso gente. Qualquer dúvida, sugestão, comentários, algo do tipo, só comentar aqui embaixo. Se gostou e acredita nessa verdade, repasse para que outras pessoas leiam. Não pra glória do baixinho narigudo que vos escreve, mas sim pela glória daquele que é o alfa e o ômega, o princípio e o fim.

Beijos e abraços! (: